quinta-feira, 17 de abril de 2014



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terça-feira, 1 de abril de 2014

As finanças pessoais do profissional da saúde: dicas de como se organizar!



Como planejador financeiro, já ouvi muitas histórias de profissionais de diferentes áreas de atuação descrevendo seus acertos e erros financeiros.
Aqueles que nos procuram, geralmente encontram-se em uma das duas situações: ou estão com problemas financeiros e procuram por um “remédio” rápido e eficaz ou são pessoas prevenidas que querem saber mais sobre finanças pessoais para realizar mais com o que ganham e até investir melhor os recursos que acumularam.

Você, profissional da saúde, sabe que para a maioria das doenças o diagnóstico rápido e a prevenção são os melhores caminhos para uma vida saudável.

E esse é também o meu conselho para que você cuide bem da sua saúde financeira: previna-se, acumulando seus recursos separadamente, em três reservas:

1- A reserva de Emergência
2- A reserva de Aposentadoria
3- A reserva de outros objetivos (ou dos “sonhos”)

Para a reserva de emergência recomenda-se manter ao redor de 3 meses de renda acumulada em algum investimento conservador, como a poupança, um CDB de algum banco sólido ou um fundo do tipo DI. Exemplo: se a sua renda atual está em R$ 5 mil por mês, recomenda-se manter R$ 15 mil investidos nessa reserva.

E por que manter essa reserva? Para que possamos fazer frente às eventualidades, como pagar a franquia de um carro acidentado, manter-se após uma demissão imprevista ou uma doença que o afaste temporariamente de sua atividade profissional, interrompendo seus rendimentos.

É muito comum ouvirmos histórias de pessoas de renda elevada que não mantém essa reserva - julgam que é desnecessária. Quanto mais alto seu padrão de vida, maiores os custos de manutenção desse padrão. E qualquer interrupção nos seus rendimentos poderá levá-lo a entrar no cheque especial ou vender um bem a qualquer preço– duas situações financeiras indesejáveis.

Algumas seguradoras oferecem uma alternativa à reserva acima: o seguro de renda protegida. Ele é oferecido a profissionais autônomos e mantém sua renda (ou parte dela), durante um período na eventualidade de doença ou acidente.

No entanto, o seguro pode ser útil para reduzir o tamanho da sua reserva de emergência, mas não eliminá-la, pois essa não é a única eventualidade a que o profissional está sujeito.

É comum ouvir de clientes que a reserva de emergência prejudica o desempenho de suas aplicações financeiras, pois “o rendimento é muito baixo”. 
É importante explicar que pode sair muito mais caro se ocorrer uma necessidade de curto prazo e você possuir apenas ativos de baixa liquidez, como imóveis, por exemplo.

Na próxima coluna falaremos das outras reservas financeiras: aposentadoria e objetivos específicos.

Até lá!


Leandro Loiola, CFP®, é Planejador Financeiro Pessoal certificado pelo IBCPF e Mestre em Administração de Empresas pela EAESP-GV.