Como
planejador financeiro, já ouvi muitas histórias de profissionais de diferentes
áreas de atuação descrevendo seus acertos e erros financeiros.
Aqueles
que nos procuram, geralmente encontram-se em uma das duas situações: ou estão
com problemas financeiros e procuram por um “remédio” rápido e eficaz ou são
pessoas prevenidas que querem saber mais sobre finanças pessoais para realizar
mais com o que ganham e até investir melhor os recursos que acumularam.
Você,
profissional da saúde, sabe que para a maioria das doenças o diagnóstico rápido
e a prevenção são os melhores caminhos para uma vida saudável.
E
esse é também o meu conselho para que você cuide bem da sua saúde financeira:
previna-se, acumulando seus recursos separadamente, em três reservas:
1- A
reserva de Emergência
2- A reserva
de Aposentadoria
3- A
reserva de outros objetivos (ou dos “sonhos”)
Para
a reserva de emergência recomenda-se manter ao redor de 3 meses de renda
acumulada em algum investimento conservador, como a poupança, um CDB de algum
banco sólido ou um fundo do tipo DI. Exemplo: se a sua renda atual está em R$ 5
mil por mês, recomenda-se manter R$ 15 mil investidos nessa reserva.
E
por que manter essa reserva? Para que possamos fazer frente às eventualidades,
como pagar a franquia de um carro acidentado, manter-se após uma demissão
imprevista ou uma doença que o afaste temporariamente de sua atividade
profissional, interrompendo seus rendimentos.
É
muito comum ouvirmos histórias de pessoas de renda elevada que não mantém essa
reserva - julgam que é desnecessária. Quanto mais alto seu padrão de vida,
maiores os custos de manutenção desse padrão. E qualquer interrupção nos seus
rendimentos poderá levá-lo a entrar no cheque especial ou vender um bem a
qualquer preço– duas situações financeiras indesejáveis.
Algumas
seguradoras oferecem uma alternativa à reserva acima: o seguro de renda
protegida. Ele é oferecido a profissionais autônomos e mantém sua renda (ou
parte dela), durante um período na eventualidade de doença ou acidente.
No
entanto, o seguro pode ser útil para reduzir o tamanho da sua reserva de
emergência, mas não eliminá-la, pois essa não é a única eventualidade a que o
profissional está sujeito.
É
comum ouvir de clientes que a reserva de emergência prejudica o desempenho de
suas aplicações financeiras, pois “o rendimento é muito baixo”.
É importante
explicar que pode sair muito mais caro se ocorrer uma necessidade de curto
prazo e você possuir apenas ativos de baixa liquidez, como imóveis, por
exemplo.
Na
próxima coluna falaremos das outras reservas financeiras: aposentadoria e
objetivos específicos.
Até
lá!
Leandro Loiola,
CFP®, é Planejador Financeiro Pessoal certificado pelo IBCPF e Mestre em
Administração de Empresas pela EAESP-GV.